Confira o que 9 jogos revelam sobre time de Abel Braga

O Vasco da Gama já disputou nove jogos sob o comando de Abel Braga e mostrou que precisa fazer alguns ajustes no time.

O intervalo de dez dias sem jogos no Vasco, entre o jogo contra o Oriente Petrolero e a estreia na Taça Rio, é simbólico. Acontece depois de uma primeira etapa concluída na temporada, com as disputas das primeiras fases da Copa do Brasl e da Sul-Americana. Foram nove jogos e a revelação do que é e o que pode ser este time de Abel Braga.

O desempenho, em termos de números fora de contexto, é mediano ao extremo: três vitórias, três empates e três derrotas. O problema vem justamente ao enquadrá-los no cenário que o Vasco encontrou neste início de temporada. Na prática, de nove partidas, apenas uma foi contra um adversário com nível de Série A, o Botafogo. No mais, adversários de nível teoricamente bem inferior, incluindo Copa do Brasil, Sul-Americana e um Flamengo sub-23.

O Vasco poupou seus titulares em duas partidas, o que causa distorções nos números. Quando jogou com o que tem de melhor, ao menos na avaliação do técnico Abel Braga, o desempenho em termos de resultados foi um pouco melhor: três vitórias, três empates e uma derrota.

Em termos de escalação, Abel Braga transformou o meio de campo do time em apenas nove partidas. Em termos de nomes, trocou Bruno Gomes por Andrey na posição de primeiro volante. Deixou para trás também a ideia de ter necessariamente um meia de criação e escalou a equipe nos últimos jogos com Marcos Júnior como titular. Gabriel Pec e Lucas Santos perderam espaço. Para completar, abriu da configuração com Talles mais centralizado, com mais obrigações de criação, e voltou a escalar o camisa 11 aberto pela esquerda, onde ele se sente mais à vontade.

Quanto ao estilo de jogo, a ideia de ter uma equipe mais propositiva perdeu um pouco da força. A posse de bola, que foi de mais de 70% nas três primeiras partidas em 2020, caiu para a casa dos 50%, com o time ainda tendo vantagem em relação aos rivais neste quesito. Curiosamente, com menos jogadores próximos da área rival, o time passou a criar mais chances de gol.

Abel Braga, técnico do Vasco

Desafios pela frente

O problema para a comissão técnica resolver segue sendo o baixo rendimento dos jogadores nas finalizações. Em nove partidas, apenas seis gols marcados, quatro na conta de Cano, dois de autoria de Werley. É muito pouco e os dez dias servirão para o time descansar, mas também encontrar alternativas para melhorar no quesito.

Uma solução pode ser caseira: Fredy Guarín vem treinando bem e deve estar pronto para estrear em 2020 contra o Resende, no dia 29. O jogador colombiano fatalmente entrará no lugar de Marcos Júnior com a expectativa de refinar a qualidade nas finalizações de longa distância. O time também pode ganhar passes melhores no meio. Com passes melhores, a chance de os atacantes terem oportunidades mais claras para finalizar aumenta.

Outra alternativa viria de fora: Martín Benítez é alvo claro e está perto de um acerto com o Vasco. O argentino do Independiente chegaria para ser mais um jogador para atuar aberto pelas pontas. Talles Magno parece ser intocável. Sobraria para Marrony, que por enquanto faz um começo de temporada abaixo do esperado.

Até maio, quando voltará a jogar pela Sul-Americana e começará a disputa do Brasileirão, a preocupação do Vasco será melhorar a campanha no Campeonato Estadual - o time sequer se classificou para a semifinal da Taça Guanabara -, e seguir firme e forte na Copa do Brasil. Especialmente a competição de mata-mata é prioridade.

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