Confira a análise do Vasco no jogo contra a Cabofriense

O Vasco da Gama sofreu com o entrosamento, mas conseguiu melhorar, criou chances claras de gol, mas a bola não entrou.

O Vasco tentou, tentou, tentou... Mesmo com time quase todo reserva (só Fernando Miguel, Raul e Marrony dos titulares em campo), o Cruz-Maltino foi melhor que a Cabofriense durante quase toda a derrota por 2 a 0 no último domingo, mas os erros exagerados na hora de marcar um gol foram traduzidos no primeiro resultado negativo da equipe na temporada.

No estádio Kleber Andrade, em Cariacica, no Espírito Santo, viu-se um Vasco sofrendo um pouco com o entrosamento, principalmente no início do primeiro tempo, mas que conseguiu se ajeitar e criar chances de gol. Quando era para empatar ou virar, porém, a bola não entrou. E o preço foi a derrota.

Veja, abaixo, a análise da derrota do Vasco para a Cabofriense:

Desatenção

A Cabofriense precisou de só um lance de desatenção do Vasco para abrir o placar no Kleber Andrade. E o time comandado pelo técnico Alberto Valentim deu o que o adversário tanto queria. Em uma falha coletiva da zaga, em que todo mundo parou, a equipe de Valdir Bigode marcou nos primeiros minutos da etapa inicial.

Lado esquerdo. E só

Durante boa parte do primeiro tempo, o Vasco apostou só em jogadas pelo lado esquerdo, com Marrony, em uma tarde inspirada, e Henrique. Os dois foram os mais acionados por Bruno César na armação dos lances, mas não conseguiram mais do que assustar a defesa da Cabofriense. Foi assim durante quase toda a etapa inicial.

O problema, é claro, é que as jogadas passaram a ser óbvias. Em quase todas, Bruno César ou Willian Maranhão, o volante que caiu mais pela esquerda, tocavam para Marrony ou Henrique, que tentavam se aproximar da área para cruzar para Ribamar.

Claudio Wink preso

O lateral-direito não subia ao ataque por ter um jogador quase que fixo nas suas costas para tentar aproveitar os espaços deixados. Com o decorrer do primeiro tempo, Wink começou a se soltar mais para fazer dupla com Rossi no ataque, mas pouco criou, tanto que foi substituído por Pikachu depois do intervalo.

Excesso de chances perdidas

Não adiantou melhorar do início para o fim do primeiro tempo e até depois do intervalo. O Vasco abusou de perder chances. Ribamar desperdiçou duas, Marrony duas, Rossi uma, Henríquez outra... Além de outras oportunidades não tão claras que poderiam ter se transformado em uma possibilidade mais real de gol.

Falta de entrosamento

Ficou clara a dificuldade do Vasco de fazer triangulações, trocar passes e confundir a zaga da Cabofriense com uma equipe completamente mista neste domingo – apenas Fernando Miguel, Raul e Marrony, dos titulares, foram escalados. O Cruz-Maltino ficou refém de jogadas individuais e de passes em profundidade de Bruno César ou bolas paradas, mas não fugiu da derrota.

Durante boa parte da partida, encontrou uma Cabofriense recuada, que esperava um erro para vencer - e conseguiu. Mesmo com a bola, o Vasco não conseguia infiltrações pelo meio e apostava mais em cruzamentos. Alguns deram certo, mas muito pouco para quem precisava virar um 2 a 0.

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