Confira a análise da atuação do Vasco contra o Santos

O Vasco da Gama apresentou velhos problemas, falhas individuais e teve dificuldades de sair jogando contra o Santos.

O Vasco teve, neste domingo, mais uma tarde desastrosa e para ser lembrada como exemplo do que não deve ser feito durante o Campeonato Brasileiro. Pela quarta rodada, o Cruz-Maltino perdeu por 3 a 0 para o Santos, no Pacaembu, na despedida de Marcos Valadares do comando da equipe. A partir de segunda, o bastão está com Vanderlei Luxemburgo.

Com velhos problemas, como dificuldade para sair jogando, e falhas individuais, o Vasco escapou de ser goleado. O Santos empilhou chances desperdiçadas, principalmente no segundo tempo. O Cruz-Maltino, atrás no placar e praticamente inofensivo, parecia não ter forças para reagir.

Agora, Vanderlei Luxemburgo terá a missão de corrigir problemas deste e de tantos outros jogos do Vasco na temporada. Veja, abaixo, uma análise da derrota por 3 a 0 para o Santos e de problemas antigos para serem aprimorados:

Saídas de bola pressionadas pela zaga do Santos

O primeiro tempo foi quase todo do mesmo jeito: o Santos pressionando a saída de bola do Vasco, que não conseguia fugir para contra-atacar. Sem saída, o time comandado por Marcos Valadares, em vez de optar pelo óbvio e afastar o perigo quando se via encurralado, entregava oportunidades no colo do adversário.

Antes mesmo do primeiro e do segundo gols, que saíram justamente em lances em que o Vasco perdeu a bola na defesa, o Santos já desperdiçara chances de abrir o placar. Com três zagueiros e só um que tem mais habilidade para sair jogando, Ricardo, o Cruz-Maltino foi completamente dominado.

Buraco no meio de campo

Mais uma vez sem meia de armação em campo, o Vasco se viu sem qualquer criatividade e com um buraco enorme no meio de campo. Na formação de Marcos Valadares, Pikachu virou ala pela direita, Danilo Barcelos pela esquerda, e Rossi e Marrony, que poderiam ajudar na criação, também ficaram abertos.

As únicas chances criadas pelo Vasco foram em bolas rápidas pelos lados, como em cruzamento de Rossi para Maxi López. O gol anulado do centroavante, que saiu após uma jogada pelo meio, foi o único lance em que os jogadores abertos fecharam para se aproximar do camisa 11. Mesmo assim, saiu após uma bola rebatida, não em algo construído.

Sidão em tarde ruim

O goleiro, contratado para disputar posição com Fernando Miguel, teve uma tarde terrível no Pacaembu. Apesar de algumas defesas difíceis, falhou nos dois primeiros gols e ainda teve dificuldade em lances simples com a bola nos pés, por exemplo. Como “prêmio”, teve seu nome gritado ironicamente pela torcida do Santos.

Time todo espaçado no segundo tempo

Em busca de pelo menos um empate depois de levar 2 a 0, o Vasco se lançou ao ataque. Marcos Valadares tirou Luiz Gustavo e Raul para colocar Andrey e Bruno César. O esquema, inicialmente 3-5-2, passou para um 4-2-3-1. Após a mudança, o Cruz-Maltino passou a ter novos problemas.

Antes, a maior dor de cabeça era a dificuldade para sair jogando diante da pressão do Santos no campo de ataque. Depois do intervalo, o Vasco apresentava um grande espaço entre defesa e ataque. Subia com seis, sete jogadores, não conseguia pressionar os donos da casa e ainda se via exposto atrás.

O que Valadares entrega para Luxemburgo

O técnico interino volta para o sub-20 para o consagrado Vanderlei Luxemburgo assumir o profissional. Valadares comandou o Vasco em cinco jogos: uma vitória, três derrotas e um empate (cinco gols marcados e 11 sofridos). Agora, o substituto terá missões importantes para recuperar o Cruz-Maltino.

Definir um esquema

Vanderlei Luxemburgo terá que utilizar o tempo livre para, enfim, definir um esquema para o Vasco. Valadares teve poucos treinos, mas, mesmo assim, optou por variar entre formações com três zagueiros, sem armadores no meio de campo e às vezes com jogadores improvisados, fora de suas posições.

Em sua primeira semana como técnico do Vasco, Luxemburgo vai comandar, em pelo menos dois dias, dois períodos de treinamentos. O próximo jogo é só no domingo, às 16h (de Brasília), contra o Avaí.

Levantar o astral

Luxemburgo sabe que uma de suas grandes tarefas no Vasco será levantar o moral dos jogadores. Depois de quatro jogos, o Cruz-Maltino é o último colocado do Campeonato Brasileiro, com apenas um ponto. Em campo, apresentam grande queda de rendimento após saírem atrás no placar. É algo a melhorar.

Relação com a torcida

O próprio Luxemburgo disse, em entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular, que precisa da torcida para que o Vasco saia do momento ruim que vive no Campeonato Brasileiro. A relação, depois de maus resultados nos últimos anos, está longe de ser das melhores e precisará ser estreitada.

Depois da derrota para o Santos, inclusive, músicas em tom de protestos foram cantadas nas arquibancadas do Pacaembu: "não é mole, não, tem que ser homem para jogar no meu Vascão" e "time sem vergonha".

Reforços

Luxemburgo não fala sobre a necessidade de reforços, mas o assunto será discutido internamente com o departamento de futebol para que o elenco sofra alterações durante a parada para a Copa América. A ideia é diminuir o número de jogadores e, quem sabe, contratar poucas peças para melhorar setores específicos, como a proteção da zaga.

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