Cocada acredita na virada do Vasco contra o Flamengo

Cocada, herói do título do Carioca do Vasco da Gama de 1988 contra o Flamengo, acredita na virada do Gigante neste domingo.

Cocada entrou em campo no dia 22 de junho de 1988 no Maracanã para se tornar o símbolo e herói da última final vencida pelo Vasco contra o Flamengo. Substituiu Vivinho aos 41 minutos e acertou um chute de perna esquerda no ângulo do goleiro Zé Carlos aos 44. Depois disso, a comemoração efusiva, em resposta a Carlinhos, técnico do rival, iniciou uma longa confusão, que paralisou o jogo e resultou em sua expulsão.

Quase trinta e um anos depois, Cocada ainda é lembrado por aquele gol. Sua carreira como jogador não decolou. Na época, com 27 anos de idade, viveu uma noite de herói, com festa nas ruas do Rio de Janeiro e distribuição de cocadas em uma confraria do Centro.

O tempo passou. Morador de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e professor de Educação Física, Cocada acompanha a distância o suplício do Vasco nos confrontos finais com o Flamengo. Mesmo com a desvantagem de 2 a 0 para o duelo deste domingo, no Maracanã, ele ainda acredita na possibilidade de uma virada. Não desiste, ao lado dos dois filhos e da filha também torcedores do clube (veja no vídeo acima a mensagem do ex-jogador para o grupo atual e os torcedores).

- Acredito sim. Torço para o Vasco. Sou Vasco. Gostaria muito que o Vasco fizesse uma virada. Sabemos de consciência de que é uma tarefa árdua, difícil, pelas circunstâncias, pela distância técnica que há entre as equipes. Mas, é aquele negócio, clássico sempre tem suas particularidades. Então, o Vasco é um time grande, a camisa ainda é grande, jogadores estão feridos por esse resultado, sabem que precisam dobrar em tudo, atenção, em disputa, estar atento a todos os detalhes, não levar o gol e fazer o primeiro. Se o Vasco sair na frente pode dar um up para conseguir a virada - disse Cocada, ao GloboEsporte.com.

Lateral-direito de origem, Cocada entrou naquele fim de jogo como ponta-direita na vaga de Vivinho. Sua aposta em um possível herói para o Vasco neste ano tem relação com a sua posição no passado.

- A minha aposta em relação ao jogador que pode ter aquele feito que o Cocada teve é o Pikachu. Gosto desse menino. Acho que ele caiu muito bem na equipe do Vasco. Ele é um jogador batalhador, veio lá do Norte e tem cumprido a sua missão dentro do Vasco. Gosto demais dele. Se o Vasco conseguir essa virada, e o Pikachu for o jogador fundamental para essa virada, eu ficaria muito feliz - comentou.

Apesar de ter saído de campo como herói em 1988, Cocada reconhece em outro personagem um destaque do jogo. Para ele, o goleiro Acácio teve participação fundamental na conquista, com grandes defesas naquele que era o segundo jogo da decisão. O Vasco já havia vencido o primeiro por 2 a 1.

Segundo o regulamento da época, o Vasco tinha um ponto de bônus por ter vencido dois dos três turnos e enfrentou na final o Flamengo, que havia sido campeão do outro turno. Quem somasse quatro pontos primeiro em no máximo três jogos seria o campeão.

- Antes do jogo, havia um pouco de apreensão, pois tínhamos de quatro a cinco jogadores fora da condição normal, alguns jogadores com contusões que era quase impossível de jogar, mas o departamento médico foi muito efetivo e colocou os jogadores em campo. Durante o jogo, houve muita apreensão também, pois levamos um sufoco, o Flamengo tinha um time bom e qualificado, com tudo para vencer o jogo. Se o Acácio não estivesse em um dia maravilhoso, a gente poderia ter saído com outro resultado. O Acácio foi fundamental naquele jogo, e aí culminou com o meu gol - contou.

Cocada reconheceu que sua reação no momento do gol foi impulsiva, mas até hoje não engoliu a decisão de Carlinhos de dispensá-lo em 1983. No entanto, prefere lembrar do que o eternizou na história do Vasco.

- Sou muito lembrado por aquele jogo, aquele lance, não sai mais da memória do torcedor, principalmente o vascaíno. Onde eu vou, sou lembrado por aquele lance que marcou a minha vida pessoal, a minha carreira, graças a Deus marcou positivamente. Tenho essa consciência de que, quando faz um feito daquele com uma camisa gloriosa como a do Vasco, você conseguiu um grande feito, e sou feliz por isso - afirmou.

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