Carlos Brazil e Pedro Seixas falam sobre as obras do CT de Caxias e do Novo CT do Vasco

O gerente de futebol da base Carlos Brazil e o VP de obras e engenharia Pedro Seixas falaram sobre as obras do CT de Caxias e do Novo CT.

Visão aérea de parte do novo centro de treinamento do Vasco
Bandeira do Vasco hasteada no CT do Almirante (Foto: Reprodução/Vasco TV)

O sonho de ter uma estrutura própria e com qualidade para trabalhar as categorias de base está próximo de ser realizado pelo Vasco. Entre o fim de outubro e o início de novembro, a diretoria cruz-maltina planeja entregar o centro de treinamento Almirante Heleno Nunes, em Caxias, na Baixada Fluminense, para o departamento amador e de futebol feminino.

O local, que já tinha um campo oficial, em um primeiro momento, receberá mais dois campos de grama natural e um de grama sintética, além vestiários, sala de musculação, departamento médico completo e espaço para a administração.

Gerente de futebol da base do Vasco, Carlos Brazil não esconde a sua satisfação com o fato de o sonho do clube estar próximo de se tornar realidade. De acordo com o gestor, a equipe carioca reforça a sua identidade com uma estrutura própria, junto aos jovens valores e empresários, facilitando a captação de novos valores.

– O ganho é completo para o clube. Principalmente, na questão cultural. Quando a gente traz um jogador para o Vasco, essa identificação com o clube é muito importante. Não estando em um CT próprio sempre fica a sensação para os pais e empresários que o Vasco não tem uma casa, que a qualquer momento pode precisar deixar o espaço e fica a expectativa de onde o atleta irá treinar, qual será o deslocamento para as atividades, fato que pesa na base, principalmente pela questão da escola, falando dos atletas que não estudam dentro do clube. Além disso, o CT de Caxias é muito bem localizado, talvez o espaço de treinos mais bem localizado do Rio de Janeiro, falando das equipes com maior poder de investimento. Vamos utilizar da forma que conveniente.

O terreno já era do Vasco desde a década de 70 e durante anos dirigentes apresentaram projetos para a construção de um centro de treinamento no local. Porém, o mais perto disso foi em 2006, quando o clube inaugurou o único campo que até hoje existe por lá.

O clube chegou a ficar ameaçado de perder o terreno por questões ambientais, mas conseguiu reverter a situação. Nos últimos anos, o campo foi mais utilizado pela equipe feminina de futebol. Alguns treinos da base também já foram realizados no local.

Os planos do clube para o centro de treinamento são ambiciosos. Além de já deixar tudo pronto para a construção de mais um campo, o clube planeja construir pequenos prédios para abrigar jogadores com menos de 15 anos e seus familiares para ajudar na captação de talentos em outras cidades.

A nova escola de São Januário, no futuro, será transferida para o local, dando todas as condições para o desenvolvimento dos jovens atletas.

O gerente de futebol mostra confiança no fortalecimento da fábrica de talentos do clube e destaca que o clube carioca fez um grande investimento também para ter funcionários mais qualificados.

– O Vasco sempre foi um grande formador de talentos, mesmo antes da nossa chegada. Quando chegamos, procuramos melhorar o que já era muito bom e criar situações novas, que ainda não existiam no clube, por conta de orçamento. Então, a primeira coisa que discutimos com a diretoria foi a questão de estrutura. A base não tinha uma casa. Cada categoria treinava em um local e ter uma estrutura definitiva era essencial. Além disso, foi falado sobre recursos humanos. Conseguimos trazer para dentro do Vasco o que tinha de melhor na formação de atletas no Brasil. Já tínhamos ótimos profissionais, mas precisávamos de mais gente. Esses são os dois pilares, estrutura e recursos humanos. Com isso, vamos conseguir ter sucesso e aumentar a fábrica de talentos.

Em um primeiro momento, terão prioridade no local as equipes sub-17 e sub-20, além da captação de novos atletas. Mas as categorias entre sub-12 e sub-15, além do futebol feminino também poderão usufruir a estrutura do centro de treinamento, de acordo com a agenda de atividades.

O clube carioca ainda deverá manter dois campos alugados no Artsul, em Nova Iguaçu, local que atualmente abriga a base, enquanto toda a estrutura do CT do Almirante ainda não estiver pronta. Quando tudo estiver à disposição, as equipes sub-15, sub-17 e sub-20 passarão a treinar no mesmo local dos profissionais.

Os atletas de 6 a 12 anos seguem treinando no campo anexo de São Januário, até o início das obras do estádio, planejadas para começar no meio do próximo ano.

Clube dá sequência nas obras de ampliação do CT dos profissionais

Em setembro deste ano, o Vasco inaugurou a primeira etapa da construção do CT para os profissionais. Já estão à disposição dos profissionais dois campos de futebol, além de academia, departamento médico, fisioterapia, fisiologia e toda a estrutura para o departamento de futebol.

O terreno do Vasco tem cerca de 75 mil m² e toda a sua construção deverá custar R$ 30 milhões. Na primeira etapa, porém, o clube utilizou 25 mil m² e usou módulos habitacionais para as edificações.

A primeira parte da construção custou cerca de R$ 7 milhões e o clube contou com o apoio dos torcedores para levantar este valor, além de alguns patrocinadores.

Ao mesmo tempo que terminava as obras dos dois campos, das edificações e dos muros, o clube deu sequência ao trabalho de aterro do resto do terreno. Ainda não há um prazo para o encerramento desta etapa, já que não depende apenas do Vasco.

Vice-presidente de obras e engenharia, Pedro Seixas explicou que ainda existem famílias morando nesta parte do terreno e que o avanço nas obras depende do trabalho que a Prefeitura do Rio de Janeiro faz para que estas pessoas sejam colocadas em melhores condições de moradia.

– Não existe um prazo definido (para a conclusão do aterro) porque não depende do Vasco. É preciso que as famílias que lá estão deixem o local. Existe a previsão que elas saiam do terreno ainda neste ano. A Prefeitura é que faz isso. Ela coloca as pessoas nos programas sociais de habitação e, a partir do momento que são incluídas, elas têm 15 dias para sair do terreno. Em outubro terá a segunda parte do processo, mas depende do orçamento da Prefeitura para ver quantas pessoas sairão neste momento. É um trabalho gradual.

Além do trabalho de aterro, o Pedro revelou que Vasco pretende começar, ainda neste ano, a levantar o resto dos muros do terreno.

– Dentro do possível já vamos começar a murar o resto do terreno porque fica na parte externa e não atrapalha o funcionamento da parte que já está pronta.

O centro de treinamento terá no total 6 campos com medias oficias e um mini-estádio, com capacidade para 2 mil pessoas. Todos os módulos habitacionais serão substituídos por construções definitivas.

Fonte: Blog do Marcelo Guimarães

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