Bruno Ritter fala sobre sua trajetória e momento no Vasco

O volante Bruno Ritter fala sobre sua trajetória no Vasco da Gama, e amizade com Marrony

Dos sete volantes que o Vasco registrou para a disputa do Campeonato Estadual, o catarinense Bruno Ritter é o mais jovem deles. Tem 19 anos e um caminho desafiador a ser percorrido. Mas nada que assuste este menino nascido em Criciúma, trazido das divisões de base do Internacional-RS em dezembro de 2016. Para quem saiu da casa dos país aos dez anos, imbuído do sonho de ser jogador de futebol, ser considerado peça útil aos profissionais do Vasco já é mais do que meio percurso vencido.

“Criei um carinho enorme pelo Vasco, aprendi a torcer pelo clube. Meu maior sonho agora é conquistar títulos e alcançar a seleção brasileira”, diz ele, que começou a ganhar destaque na edição 2018 da Copa São Paulo.

No bate-papo exclusivo com o Futebolzinho.com, Ritter contou que a transferência para o Rio de Janeiro misturou a excitação de vencer no futebol carioca com o receio dos pais com a questão da segurança. Mas hoje ele se mostra muito feliz com a decisão de encarar o medo e a desconfiança. E a recompensa veio no dia 14 de outubro do ano passado, quando, na hora do almoço, foi chamado por Alberto Valentim para ser informado que seria o titular na equipe que enfrentaria o Cruzeiro horas mais tarde, em São Januário, no lugar de Raul, vetado por lesão.

“Foi um sonho realizado. Trabalhamos muito pra isso. Por mais que não soubesse um dia antes ou na semana, eu estava preparado para atuar. E esse é o segredo de ter feito uma boa partida”.

Apesar de ser um dos mais jovens do elenco (pede apenas para o zagueiro Kainandro, nascido em 2000), Bruno Ritter já se sente à vontade com às principais lideranças. Tanto que, na pré-temporada em Atibaia, seu corte de cabelo “máquina zero” ditou a tendência do grupo. Maxi López e Castan aproveitaram o estilo para cortar o cabelo da maioria dos jovens jogadores concentrados. O volante se sente acolhido:

“Meu parceiro é o Marrony, o jogador com quem tenho mais intimidade. Mas um ser humano essencial para a nossa equipe é o Maxi López. Ele passa bastante experiência, não só para os mais novos, mas também para os que já estão há mais tempo no profissional. Maxi é um grande líder do nosso grupo. O Fellipe Bastos, que chegou agora, também passou bastante experiência na pré-temporada. Castan, Maxi e Henrique passam, além de experiência, dicas e bastante confiança para todo o grupo”, derrete-se.

Fã do volante Casemiro, hoje o Real Madrid, Ritter diz preferir jogar como primeiro volante, ajudando na construção do jogo. Para tanto, precisa adquirir a confiança dos companheiros e da torcida. Por isso, gostou muito da pré-temporada em Atibaia. A cada dia mais à vontade com a torcida, ele já interage com torcedores em suas redes sociais, e interage com os perfis mais bem-humorados.

De certo modo, ajuda na relação com a torcida e na consolidação de sua identidade com as cores do clube:

“Minha relação com o Vasco é muito boa. Criei um carinho enorme pelo clube. A partir do momento que a gente começa a ir ao estádio, e começa a ver os jogos do profissionais, a torcida começa a te acompanhar. Com tudo isso, comecei a me tornar fã. Minha relação com a torcida vascaína é muito boa, mas espero que em 2019 melhore ainda mais…”

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