Basquete: Alberto Bial fala sobre sua volta e diz que metas são ousadas

O técnico do Vasco, Alberto Bial, falou sobre sua volta, manda recado aos jogadores e diz que suas metas são ousadas.

O ano era 1997. Afastado do basquete masculino profissional há algum tempo, o Vasco da Gama decidiu retomar a atividade e apostou em Alberto Bial para comandar a equipe, liderada, então, pelo norte-americano Charles Byrd. Poucos meses depois, o Cruzmaltino era campeão carioca e, em 1998, tornava-se o primeiro clube carioca a conquistar um título internacional – o Sul-Americano. Duas décadas depois, o treinador está de volta a São Januário. Prestes a completar 66 anos – seu aniversário é em 1º de agosto, mesmo dia em que a equipe será oficialmente apresentada –, Bial disse em entrevista ao Site Oficial do Club que não vê a hora de iniciar o trabalho e dividir com seus comandados a gloriosa história do basquetebol do Vasco:

– Quem está chegando agora precisa dar valor à história do Vasco da Gama. Tem que chegar sabendo que deve entregar e se entregar ao que for proposto. Minhas metas são ousadas!

Site Oficial: Como você enxerga sua volta ao Vasco da Gama após 20 anos? E como foi o primeiro mês de trabalho, de montagem da equipe?

Alberto Bial: Minha vida passou por uma transformação grande desde o momento em que recebi o telefonema do Vasco da Gama. O convite mexeu muito comigo. Estava há 16 anos fora do Rio de Janeiro trabalhando em equipes em que fui praticamente empreendedor, em que me mobilizei para criá-las. Parei com isso e volto a uma instituição de 120 anos, um clube mundial, de uma força... Nosso primeiro objetivo era montar a equipe. Nos dois últimos anos, o Vasco da Gama reuniu grandes jogadores, mas não alcançou os resultados almejados. A escolha do grupo é o primeiro passo para que você tenha sucesso ao fim da temporada. É importante que você escolha atletas que possam entender o que é o Vasco da Gama, quem é o Alberto Bial e quem são as pessoas que estão por trás do basquetebol do clube.

Site Oficial: A apresentação está marcada para o dia 1º de agosto. Qual será o primeiro recado aos jogadores quando vocês tiverem este contato?

Alberto Bial: Será colocado aos jogadores a grandeza do Vasco da Gama. O ser humano é um animal egocêntrico, e o atleta, muitas vezes, comete uma falha grande na questão da sua vaidade. Ele fica muito preso à sua individualidade e se esquece que, no basquete, é preciso se despir do egoísmo e contribuir para nosso objetivo, que é o de montar uma equipe extremamente competitiva. Quero uma equipe que jogue com o DNA vascaíno. Vou lembrar aos atletas que o Vasco deu fim ao racismo no futebol, que no Vasco foram realizadas mudanças na política brasileira, e que pelo Vasco passaram vários atletas de destaque em várias modalidades esportivas. Quem está chegando agora precisa dar valor à história do Vasco da Gama. Tem que chegar sabendo que deve entregar e se entregar ao que for proposto. Minhas metas são ousadas!

Site Oficial: Qual sua expectativa para o Campeonato Carioca, que voltará a ser disputado após ter sido cancelado no ano passado?

Alberto Bial: Coincidentemente, em 1º de agosto, dia da nossa apresentação, faço 66 anos. Tenho um conhecimento largo do que é o basquete e da força dos times que vamos enfrentar. Jogo o Campeonato Carioca desde 1966. O meu último foi em 2001! É um campeonato que já teve tanta importância na minha vida... Agora tenho o privilégio de voltar a disputar o Carioca. E me sinto motivado como quando era adolescente. A rivalidade é fantástica, mexe com a cidade, com os torcedores, mas garanto que o Vasco da Gama trabalhará sempre com fair play. Teremos uma equipe competitiva e que vai jogar sabendo o valor que tem essa camisa.

Site Oficial: Relembre um pouquinho de sua primeira passagem pelo Vasco da Gama, em 1997/1998.

Alberto Bial: Foi muito legal todo o processo que participei naquela época. Além do título carioca (1997), tive a chance de conquistar com o Vasco o Campeonato Sul-Americano em 1998 – o primeiro título internacional de um clube carioca! Depois, Flor Meléndez e Hélio Rubens deram continuidade à essa trajetória, que levou o Vasco a ser um time praticamente imbatível entre 1997 e 2002. Mas a história do clube no basquete remonta lá de trás, com craques como Barone, Gogô, Edinho, Felinto e tantos outros. Isso será pauta com os meus jogadores. Eles precisam saber da importância da causa que defendem, e de saber os motivos pelos quais defendemos essa causa. Nosso grupo terá atletas que provavelmente usavam fraldas, ou nem nascidos eram, quando passei pela primeira vez em São Januário (risos).

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