Análise do Vasco na partida contra o Resende

O Vasco venceu o Resende sem correr riscos, apostou nos contra-ataques, evoluiu na defesa, mas precisa melhorar o ataque.

O terceiro gol do Vasco sobre o Resende representa bem o estilo de jogo que levou o time à final da Taça Guanabara com números incontestáveis: 100% de aproveitamento, melhor ataque e melhor defesa. Ao roubar a bola do goleiro Ranule e balançar a rede, Marrony decretou a vitória e a classificação.

É assim que o Vasco garantiu a vaga: apostando nos erros do adversário para construir a vitória. O time de Alberto Valentim se garantiu em uma defesa muito segura, com Werley e Castan em sintonia fina. O resto veio nos detalhes: a bola parada do primeiro gol, o contra-ataque de manual do segundo, e a esperteza de Marrony no terceiro.

Dá para esperar mais de um clube grande na semifinal contra um time de menor investimento? Sim. Especialmente no segundo tempo, o Vasco jogou com o regulamento debaixo do braço. Fez apenas o suficiente para avançar. Mas não dá para criticar Valentim num contexto em que boa parte da torcida ainda não se convenceu de seu trabalho e num futebol brasileiro resultadista.

O grande mérito de Valentim é a defesa. São apenas dois gols sofridos na Taça Guanabara, e um sistema bem executado. Além da dupla de zaga entrosada, os laterais evoluíram na marcação, e os volantes Raul e Lucas Mineiro se complementam. A vitalidade de Marrony e Pikachu pelas pontas também ajuda.

O que falta ajustar é o ataque. Enquanto sair na frente e puder controlar o espaço para contra-atacar, o Vasco mostrou que está confortável. A questão é ter que propor o jogo. Diante do Resende, por exemplo, foram poucas chances criadas com bola rolando. Numa final contra Flamengo ou Fluminense, um maior leque ofensivo pode ser necessário.

Leia mais sobre: Vasco x Resende, Campeonato Carioca

Comentários

Últimas notícias

Veja mais notícias »