Adversários de hoje, Luxemburgo e Jorge Jesus têm muita coisa em comum

Técnicos de Vasco e Flamengo, Vanderlei Luxemburgo e Jorge Jesus são parecidos até no comando da equipe em campo.

Vanderlei Luxemburgo e Jorge Jesus têm mais coisas em comum do que parece à primeira vista: a carreira apenas mediana como jogador, o status de papa-títulos nacionais como técnico, a coragem para cruzar o Oceano Atlântico e se aventurar no futebol de outro continente. Hoje, às 19h, no Mané Garrincha, quando Vasco e Flamengo entrarem em campo, mostrarão que o estilo de comando também é parecido.

Ambos são descritos como enérgicos no trato com os jogadores. Luxemburgo usa e abusa dos palavrões quando algo sai fora do planejado nos treinos, a mesma sinceridade que Jesus mostrou nas cobranças a Willian Arão no episódio do “Tá mal, Arão”. De currículo respeitável, sabem bem o tamanho que têm e como se impor internamente. Gostam de ser chamados de “mister”, como os europeus tratam os treinadores.

Ao mesmo tempo, eles conhecem as angústias do atleta. Foram jogadores sem muito brilho na década de 1970 e se destacaram como técnicos depois de conquistarem títulos da segunda divisão de seus países. Luxemburgo tem cinco brasileiros; Jesus, três portugueses.

Dança dos treinadores

O técnico vascaíno desbravou a Europa em alto estilo: treinou o Real Madrid em 2005, passagem que durou um ano. É o mesmo tempo de contrato do treinador português com o Flamengo.

Esta noite, eles disputarão o “Clássico dos milhões”. Para Jorge Jesus, será o primeiro da vida. Para Luxemburgo, a estreia à frente do Vasco e, por ser tão ligado ao rubro-negro, um marco.

Se Jorge Jesus é técnico do Flamengo atualmente, muito se deve ao interesse do Vasco em sua contratação. E Luxemburgo é treinador do time da Colina devido ao fracasso na sondagem ao português. Explica-se: foi a partir da procura do Vasco que o treinador entrou no noticiário brasileiro e despertou o interesse rubro-negro.

O contato inicial aconteceu no início de maio, pouco após a demissão de Alberto Valentim. Entre diversas opções, o Vasco sondou Jorge Jesus, que havia deixado o Al Hilal, da Arábia Saudita, mas logo percebeu que o acerto seria difícil.

A pedida salarial extrapolava as condições financeiras do clube. Além disso, o português aguardava o fim da temporada europeia e mantinha a preferência por treinar um clube do Velho Continente. Sem sucesso, o Vasco anunciou Luxemburgo um tempo depois.

Jesus ainda seria visto no Independência, assistindo à partida entre Atlético-MG e Flamengo, onde a especulação ditava uma aproximação entre técnico e mineiros. Mas o português já estava no radar rubro-negro. Abel Braga caiu no dia 29 de maio. Jorge Jesus foi anunciado em 1º de junho.

Desfalques e dúvidas

Para a partida de hoje, Vanderlei Luxemburgo terá uma equipe bem diferente da que vinha atuando. Sem Marcos Júnior e Marrony, suspensos, escalou Lucas Mineiro e Marquinho, recuando ainda mais a equipe. Yago Pikachu, artilheiro do time na temporada, com seis gols, voltará a atuar como ponta direita e será a maior esperança ofensiva vascaína no Mané Garrincha.

Já Jorge Jesus contará com Gustavo Cuéllar, que viajou para Brasília sem saber se volta ao Rio de Janeiro. Isso porque o volante negocia a sua saída do Flamengo e avalia as propostas do Al Hilal, da Arábia Saudita, e do Bologna, da Itália.

O volante não seria relacionado, mas a diretoria mudou de ideia após a negociação com Mario Balotelli não vingar. Na visão do clube, enquanto Cuéllar estiver com contrato em vigor, seguirá à disposição de Jesus.

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