Zé Ricardo planeja vaga na Libertadores com 10 pontos nos último jogos

Zé Ricardo já faz conta e espera conquistar dez pontos nos últimos cinco jogos para conquistar a vaga na Libertadores.

Zé Ricardo experimentará neste domingo pela primeira vez um jogo com torcida em São Januário, o que não acontece desde as confusões no clássico contra o Flamengo pela 12ª rodada do Brasileiro, em 8 de julho, e pede apoio.

O momento é propício. São nove jogos sem perder e a possibilidade real de uma vaga na Libertadores. Tão real que o técnico do Vasco já faz contas. Nas próximas cinco rodadas, ele diz que o time tem 82% de chances de conquistar a classificação se fizer 10 pontos – nesse caso o clube terminaria a competição com 58 pontos.

- Não posso te dar 100%, mas dos 15 pontos que vamos disputar, se a gente conseguir oito pontos a gente tem uma possibilidade. Se conseguirmos nove ou dez pontos, três vitórias e um empate, acho que a gente teria uma chance de 82% chegando a 10 pontos. Temos três jogos em casa e dois fora, todos difíceis, só um que briga contra o rebaixamento, os outros brigam pelo mesmo objetivo.

Ele procurou, no entanto, não criar um cenário de “céu e inferno” para a equipe:

- Por isso estou pedindo o apoio da torcida, faz parte dessa reconstrução. Nos deram oportunidade de mirar uma Libertadores, brigar por coisa boa. A gente vai fazer o máximo. Se no final não der, vamos acabar o ano com sentimento de dever cumprido. O que não pode é terminar o ano achando que não demos o nosso melhor.

O treinador pediu a presença em massa da torcida no domingo, disse acreditar em jogo ofensivo, e pediu apoio. Mas tem problemas. Ele não confirmou a equipe, o treino de sexta-feira foi fechado, e avisa que tentará manter a base com substituições pontuais.

Zé revelou que o zagueiro Breno, por força de contrato, não poderá enfrentar o São Paulo. Manga Escobar também teve um desconforto no pé e não treinou nesta sexta. Wellington está suspenso, Martín Silva está com a seleção uruguaia, Ramon fez cirurgia e fica seis meses fora, e Anderson Martin também está a cargo do departamento médico.

- A torcida que vier aqui no domingo verá um time muito comprometido com o resultado.

Confira a íntegra da entrevista de Zé Ricardo:

Ajuste

- Não fizemos jogos com uma visibilidade tão bonita. Precisávamos do simples. Quando a performance se aproxima do resultado, fica mais fácil de conquistar os pontos. Agora a gente tem condições de trabalhar algumas variáveis, arriscar coisas mais agressivas no jogo, até porque temos uma coisa bem grande lá na frente que pode justificar isso. Vamos fazer isso.

Briga contra rebaixamento

- O São Paulo teve uma trajetória parecida. Teve um momento bem difícil. A gente sabe que uma equipe grande quando entra na zona de rebaixamento é bem complicado. Por ser um momento diferente, a administração também é diferente. Vocês viram o Internacional. Com todos o respeito às outras equipes, mas Internacional, São Paulo, não têm essa dimensão.

Irregularidade

- Três jogadores do nosso time base fizeram pré-temporada no Vasco. O grupo se torna heterogêneo. Tudo isso contribui para uma irregularidade muito grande. Os jogadores precisam ter essa confiança. Uma coisa vai emendando na outra. Às vezes a pessoa olha o resultado e não faz uma avaliação mais ampla, e sem o resultado a gente não consegue ter tranquilidade para fazer isso.

Padrão vitória na Vila

- O Santos ainda tem mais de 70% de aproveitamento como mandante. Dificilmente é derrotado na Vila Belmiro. Sair perdendo e conseguir reverter da forma como foi, contundente, lógico que dá confiança. Mas precisamos manter regularidade. Já provamos que temos condições de fazer. Agora é tirar esse jogo como padrão e, caso oscile, que seja oscilação pequena, não como foi contra o Vitória.

Meta

- Acho que vale muito mais a preparação para o jogo. Vamos traçar a estratégia e ir a campo com muita confiança. Uma vitória seria fantástica. Seis pontos contra São Paulo e Santos, seria muito, muito bom.

Desfalques

- Todos os atletas que a gente não pode contar, o Luís Fabiano, Kelvin, o Marcelo Mattos, Gilberto que ficou um tempo fora, Breno e Wellington, são jogadores que fazem falta. Mas a gente não pode disputar o Brasileiro com 12, 13 jogadores. A gente tem de fazer com que todos tenham a mesma informação para que na hora da troca estejam o mais próximo possível do que a gente quer.

Promessa

- A gente pode até não ganhar domingo, mas não vai faltar luta, não vai faltar disposição.

Elenco

- É um grupo que tem de tirar o chapéu. Tudo que a gente passa é absorvido, topam tudo para tentar melhorar o rendimento. Qualidade a gente tinha, conhecimento a gente tinha, então a gente tinha de mudar exatamente a competitividade, transformar aquilo ali em ação. A gente entendeu que a partida contra o Santos seria uma boa chance de mostrar para a nossa torcida que pode confiar.

O que mudou no Vasco

- Uma série de fatores. A principal mudança tinha de ser interna, nossa. A gente saiu muito frustrado do jogo contra o Vitória. O vestiário foi muito ruim pelo fato de não termos produzido praticamente nada. Por incrível que pareça quase vencemos. Mas ficamos muito frustrados com a atuação. Mostrei a eles que não adiantava treinar finalização se não mudar a essência.

Jogo contra o São Paulo

- Acredito em um jogo bastante ofensivo. As duas equipes precisam do resultado. Quem ganha com isso é a torcida. Um jogo bem agradável. Queremos manter a nossa postura dentro da Vila Belmiro. É isso que a torcida espera.

Equilíbrio do Brasileiro

- Tirando o Corinthians que esteve destacado da competição, a parte central da tabela ficou muito achatada, com diferença de quatro ou cinco pontos do G-4 pro Z-4. O São Paulo disputou 12 pontos, ganhou 10, isso dá uma subida. A gente empatou três, demos uma patinada, mas foram importantes porque continuamos andando para frente. Acredito que as duas equipes chegam nessa rodada próximas.

Primeiro jogo em São Januário com torcida

- Espero que a torcida compareça em massa, empurre a nossa equipe, é uma reta final, a gente precisa do apoio à nossa torcida. A expectativa é de fazer esse jogo com casa cheia e que a gente saia comemorando uma vitória.

Time para domingo

- Não vou confirmar o time porque temos alguns problemas. Wellington suspenso, o Breno que por questão contratual não pode jogar, o Wagner voltando, o Luís Fabiano que ainda está em processo de recondicionamento. O Manga teve um problema e não treinou. Então não tenho realmente ainda uma ideia do time inteiro, mas a expectativa é manter base que está jogando fazendo essas substituições pontuais.

Evander

- Eu enfrentei o Evander muitas vezes nas categorias menores. Quando cheguei no clube, a gente puxa a informação dos atletas, e quando cheguei nele fiquei sabendo que o Cristóvão Borges havia tentado colocar como primeiro volante para potencializar a saída de bola. O Evander perdeu um pouquinho de espaço com o rendimento do Douglas. Lembrei do que foi feito com o Cristóvão. Com o jogo do Santos na Vila Belmiro, achei que seria uma boa oportunidade, a gente sabia que o Santos jogaria nos contra-ataques e chutes de fora da área poderiam ser melhor aproveitados. O trabalho foi no sentido de aumentar sua competitividade, ele fez isso, espero que possa continuar desenvolvendo.

Melhor defesa do returno

Eu soube desse dado. Não é só resultado. A gente com essa sequência de nove jogos sem derrota com certeza fortalece as ideias.

Melhora de rendimento

- Foi só trabalho, fomos convidados a trabalhar para melhorar o rendimento. Com muita luta conseguimos. Temos de tentar manter pelo menos esse nível nessa reta final. Já chegar aos 48 pontos, deram a possibilidade de brigar por uma vaga mais acima, e se mantivermos esse percentual de aproveitamento muito provavelmente estaremos próximos ou dentro do G-7.

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