Vasco inicia Brasileiro de olho em não repetir erros de outros rebaixamentos

Confira abaixo algumas dicas que a equipe vascaína precisa ter para manter uma distância razoável da zona de rebaixamento.

É inegável que um clube da grandeza do Vasco pede objetivos maiores do que não ser rebaixado. Tanto é que nas palavras de incentivo dentro do vestiário, no discurso para massagear o ego da torcida, o time pode até iniciar o Brasileiro deste ano de olho no topo. Entretanto, na prática, o que a equipe de São Januário precisa é de uma participação sem sustos, a uma distância razoável da zona de rebaixamento. O que vier em seguida será lucro.

Se existe algo bom a ser extraído das três quedas para a Série B são os ensinamentos que as campanhas de 2008, 2013 e 2015 deixaram, da maneira mais dolorosa possível. Há uma cartilha do que não deve ser feito, sob risco de acabar entre os quatro últimos. O Vasco a conhece de cabo a rabo. Basta consultá-la.

A primeira regra para não cair é ter confiança no técnico. Se a diretoria o contratou, é preciso ter convicção de que ele pode dar resultado. Nas três campanhas em que foi rebaixado, o Vasco abusou da troca de treinadores. Foram três em cada ano. Em 2008, a equipe começou sendo treinada por Antônio Lopes. Depois, Tita assumiu. Por último, veio Renato Gaúcho. Em 2013, passaram pelo time Paulo Autuori, Dorival Júnior e Adilson Batista. Na última queda, o Vasco iniciou com Doriva, teve Celso Roth e caiu com Jorginho.

Outro ponto fundamental: o Vasco precisa transformar São Januário em uma arma. Nas três vezes que foi rebaixado, o time não conseguiu converter o estádio nonagenário em vantagem. Em 2008, o time teve aproveitamento em casa — sem contar com os clássicos - de 51,1%. Já na campanha de 2013, a taxa foi um pouco melhor: 54,1%. O grande fracasso do Vasco como mandante veio na queda de 2015, quando o time somou apenas 35,2% dos pontos.

Para completar, não deixe para o segundo turno o que você deve resolver no primeiro. Em dois dos três rebaixamentos, o Vasco fez uma primeira metade muito ruim, o que obrigou o time a correr atrás do prejuízo em meio a crise e pressão. Em 2008, o time teve apenas 33,3% de aproveitamento na primeira metade da competição. A reação foi tímida (36,8%) e insuficiente para evitar a tragédia. Já em 2015, a campanha até a 19ª rodada foi de míseros 22,8% dos pontos. Depois, o rendimento foi para 49,1%, mas o estrago inicial havia sido grande demais. Apenas em 2013 o Vasco acabou pior do que começou: 42,1% dos pontos no primeiro turno e 35,8% no segundo.

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