Ex-VP de patrimônio não entrega documentos e Vasco vai à Justiça

Luiz Gustavo não entregou os documento e o Vasco vai á Justiça para que o ex-vice-presidente de patrimônio entrega os valores.

Mais um capítulo da complexa disputa política na rotina do Vasco: encerrou nesta quarta-feira à noite o prazo dado pela Justiça para que Luiz Gustavo, ex-vice-presidente de patrimônio do clube, comprovasse gastos descritos em borderôs de jogos deste ano como "despesas operacionais".

A notificação judicial, recebida na segunda-feira à noite, determinava que o ex-dirigente entregasse os documentos e as notas fiscais no Cruz-Maltino em até 48h.

O Cruz-Maltino, alegando não ter recebido os papéis, vai entrar com uma ação na Justiça pedindo que Luiz Gustavo devolva os valores que não foram justificados nos borderôs com notas fiscais, apenas como "despesas operacionais".

Luiz Gustavo recebeu a notificação judicial durante a reunião do Conselho do Vasco na segunda-feira. O ex-dirigente era procurado em sua residência registrada desde a última semana. Sem sucesso, foi notificado por um oficial de justiça durante o encontro.

No meio da sessão, deixou o clube antes mesmo de votar sobre a abertura de uma sindicância para apurar denúncias contra a gestão de Campello.

- Em todos os jogos, existe um borderô: uma relação de receitas e despesas feita pela Federação, onde ela lança tudo relativo à bilheteria e os custos para realização dos jogos. É natural que no dia seguinte, as notas fiscais, comprovantes, enfim, os documentos contábeis relativos ao jogo sejam anexados ao borderô e entregues na contabilidade do clube, assim como as receitas na tesouraria. Mas desde o início do ano não vinhamos recebendo borderôs, e esse é um dos motivos que me fez interferir na operação de jogo - declarou o presidente do clube, Alexandre Campello, após a reunião.

Um dos 13 ligados à chapa "Identidade Vasco" que deixaram o clube no último sábado, Luiz Gustavo acusou Alexandre Campello de pegar R$ 160 mil da receita de jogos do Cruz-Maltino, fato que gerou convocação de Roberto Monteiro para reunião extraordinária do Conselho Deliberativo. Havia a possibilidade até de um impeachment, mas os Grandes Beneméritos, Beneméritos e conselheiros votaram pela não abertura de uma sindicância para apurar as denúncias.

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