Conheça a trajetória de Maxi López, cogitado no Vasco

Confira abaixo um resumo da trajetória do atacante Maxi López, cogitado no Vasco da Gama para a temporada.

Maximiliano Gastón López. Mais conhecido como Maxi López, também chamado de La Barbie, está negociando com o Vasco da Gama para retornar ao Brasil. Com uma longa carreira e recheada de histórias dentro e fora de campo, o Esporte Interativo preparou um resumo da trajetória do atacante argentino de 34 anos.

COMEÇO E EXPECTATIVA 

Máxi Lopez estreou como profissional aos 17 anos de idade, defendendo o gigante River Plate, da Argentina. Na primeira partida, enfrentou e perdeu para o Grêmio - clube que jogaria no futuro - por 4 a 2, pela Copa Mercosul de 2001. No River, o garoto dos já 1,85m de altura marcou 16 gols em 70 partidas, foi tricampeão do torneio Clausura (2002, 2003 e 2004) e chamou a atenção do Barcelona.

JOGOU POUCO, MAS FOI VITORIOSO

Em uma transferência de 16,5 milhões de euros, Maxi López, em janeiro de 2005, se transferiu para o já badalado Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Eto'o e tantos outros craques, além de um jovem compatriota à época que viria ganhar o mundo com sua perna esquerda, Lionel Messi.

Começo no Barcelona só durou cerca de quatro meses. La Barbie, apelido que ganhou pelos longos cabelos loiros e os olhos azuis, teve uma ruptura do quinto metatarso do pé direito (curiosamente a mesma lesão que Neymar teve antes da Copa do Mundo da Rússia) e não pôde participar da reta final da temporada 2004/2005. 

Em 2005/2006 as coisas foram diferentes para Maxi e para o Barcelona. O atacante Larsson retornou de lesão, assim como López, e o atacante argentino ficou na sombra não só de Eto'o, titular absoluto, mas também do centroavante sueco. Mesmo assim, participou das campanhas vitoriosas da Champions League e do Campeonato Espanhol na temporada. 

DECADÊNCIA NO MALLORCA E GRANDE TEMPORADA NO GRÊMIO

Após os títulos no Barcelona, Maxi López ficou sem espaço pela chegada de outros atacantes, como o islandês Eiður Guðjohnsen, antes do Chelsea. La Barbie foi emprestado para o Mallorca e decepcionou: foram 30 jogos e só quatro gols, o que culminou em sua saída do clube e também na transferência para o FC Moscou, por apenas 2 milhões de euros, 14,2 milhões de euros a menos do que o Barcelona pagou pelo argentino. Lá, a não adaptação pesou e, mesmo com as 24 partidas e nove bolas na rede, o retorno à América do Sul aconteceu.

A passagem pelo Brasil foi boa e Maxi também recuperou o prestígio. Em um empréstimo junto ao FC Moscou, ele foi o terceiro artilheiro do Grêmio no ano, com 17 gols, além de ter dado sete assistências. Na Libertadores, foi o goleador máximo do time, com quatro tentos, além de ter sido dele o gol decisivo do GreNal centenário (2x1). Ficou atrás de Jonas (24) e Souza (23), mas caiu nas graças da torcida tricolor pela raça e forma de jogar. Dentro de campo, foi uma das melhores temporadas da trajetória do argentino.

ACUSAÇÃO DE RACISMO

Em 24 de junho de 2009, em uma partida entre Grêmio e Cruzeiro, pela Libertadores, Maxi López foi acusado pelo volante Elicarlos, da Raposa, de ter proferido insultos racistas. ​Na ocasião, Wagner, que atualmente está no próprio Vasco, era o craque do time mineiro e chegou a discutir com o atacante argentino em defesa de Elicarlos. Um inquérito foi aberto e ele chegou a ser intimado a depor, mas nada foi comprovado.

CATANIA E MILAN NO CAMINHO

A saída do Grêmio foi conturbada. O Tricolor tinha um passe fixado de 1,5 milhões de euros para compra do atacante em definitivo, fez o depósito, mas Maxi informou ao clube que não queria mais jogar no Tricolor. Mesmo em litígio, assinou com o Catania, da Itália, país onde construiu todo o resto de sua carreira até aqui. Passou por Milan, Sampdoria, Torino, Chievo e por último pela Udinese.

A MAIOR POLÊMICA DA VIDA DE MAXI LÓPEZ É FORA DE CAMPO

No ano de 2013, Maxi López foi traído por sua mulher, Wanda Nara. Porém, o caso é ainda pior porque aconteceu justamente com um companheiro de Sampdoria-ITA à época, melhor amigo e também compatriota. Também atacante e argentino, Mauro ​Icardi - hoje referência da Inter de Milão -, foi o pivô da separação de Maxi com Wanda. López e a ex-esposa têm três filhos. A guarda das crianças passou a ser disputada pelos dois, mas todos seguem com Wanda, que agora é esposa de Icardi e o novo casal teve uma filha.

A traição repercutiu mundialmente e os atos de Mauro Icardi o prejudicaram até na seleção argentina. Segundo a imprensa do país, Messi e Agüero, expoentes da Argentina, teriam até vetado a convocação do atacante da Inter de Milão em algumas ocasiões por conta do ocorrido. Vale lembrar que o camisa 10 do Barcelona é amigo de Maxi López desde os tempos em que jogavam juntos no clube catalão. Atualmente, La Barbie está casado com outra mulher.

O caso mais espantoso do episódio foi quando Icardi, além de ter tatuado o nome de Wanda, fez também o desenho definitivo do nome dos três filhos que Wanda Nara e Maxi López tiveram juntos. 

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